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Água Doce é destaque em evento internacional


Sistema de dessalinização de águas salobras e salinas captadas de poços profundos no semiárido brasileiro

Brasília – O Programa Água Doce (PAD), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que produz água de qualidade para comunidades do semiárido brasileiro, por meio da dessalinização de águas salobras e salinas captadas de poços profundos, é um dos destaques do Congresso Internacional 2018 da Associação Latino-americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr), que será aberto nesta terça-feira (9), na cidade de Santiago do Chile. O evento, realizado a cada dois anos, segue até a quinta-feira (11).


Com o tema “Água para a América Latina”, a versão 2018 do congresso vai reunir cerca de 450 participantes, entre representantes de mais de 20 países, 150 empresas do setor e organizações da sociedade civil. Nos três dias, serão apresentados 70 trabalhos técnicos e proferidas 65 palestras sobre dessalinização e reúso da água. Haverá ainda dois workshops e 24 horas de capacitação oferecidas em três sessões plenárias.


O congresso permitirá aos diversos setores – instituições governamentais, empresas privadas, profissionais especializados, técnicos e consultores – trocar experiências e conhecer tendências de mercado, tecnologias mais modernas, pesquisas científicas, legislações e, principalmente, casos inovadores e reais de sucesso, como o programa brasileiro.


Antes do encerramento, o congresso premiará as boas práticas de dessalinização e reúso da água na América Latina. O MMA concorre com o Água Doce, representado pelo diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Acesso à Água, Renato Saraiva Ferreira, que participará do evento.


“O congresso é uma oportunidade de destacar nossa experiência exitosa de utilização de novas tecnologias no uso sustentável de águas subterrâneas, através de sistemas de dessalinização, beneficiando, prioritariamente, comunidades rurais da região semiárida brasileira”, disse Renato Ferreira.


O PROGRAMA


O Programa Água Doce é uma ação do governo federal, coordenada pelo MMA, em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Visa estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas.


Lançado em 2004, o PAD foi concebido e elaborado de forma participativa durante o ano de 2003, unindo a participação social, proteção ambiental, envolvimento institucional e gestão comunitária local. A partir de 2011, o programa assumiu a meta de aplicar sua metodologia na recuperação, implantação e gestão de 1,2 mil sistemas de dessalinização até 2018, com investimentos de cerca de R$ 258 milhões, atendendo, aproximadamente, 500 mil pessoas.


Para isso, foram firmados convênios com os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. Até o momento, foram diagnosticadas 3.145 comunidades em 298 municípios. Da meta de 1.357 sistemas de dessalinização, 700 obras já estão contratadas, 482 obras já estão concluídas e 48 estão em fase de implantação em 170 municípios do semiárido brasileiro.


O sistema consiste de poço tubular, bomba, reservatório de água bruta, chafarizes, dessalinizador, reservatório de água doce, reservatório de concentrado salino (efluente do sistema de dessalinização) e tanques de contenção do concentrado para evaporação. Do poço profundo, a água é bombeada até o reservatório de água bruta, passa pelo dessalinizador, que usa a tecnologia da osmose inversa (remoção do sal pelas membranas), e sai purinha para o reservatório de água doce. Daí é distribuída por chafarizes para consumo humano.


SEMIÁRIDO


O semiárido brasileiro possui uma área de 1.128.697 Km² (13% do território brasileiro), abrangendo dez estados (AL, BA, CE, MA, MG, PB, PE, PI, SE e RN), com 1.262 municípios e 27,8 milhões de habitantes (13,3% da população do país), de acordo com os dados oficiais da Sudene de 2017. A escassez de água na região pode ser explicada pela variabilidade temporal e espacial das precipitações, elevadas taxas de evaporação e evapotranspiração e pelas características geológicas, onde há predominância de rochas cristalinas. Tais características explicam também a ocorrência de águas salobras e salinas na região, que impossibilitam o uso para o consumo humano sem que haja o tratamento adequado.


A ALADYR


A Aladyr é uma organização privada, sem fins lucrativos, cujo objetivo é promover ações e iniciativas que promovam a reutilização, o tratamento e a dessalinização da água como opções para o uso sustentável desse recurso. Os eventos da Aladyr são voltados para a formação profissional, atualização de conteúdos, disseminação de conhecimentos e experiências por meio de apresentações técnicas.


Por: Ascom/MMA

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